logo

Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: NOTÍCIAS DE/DO CRIME: UMA ANÁLISE RETÓRICO-ARGUMENTATIVA SOBRE O DISCURSO DO JORNALISMO ONLINE
Autor(es): Margibel A. de Oliveira. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 22/10/2019
Palavra-chave Retrica,Argumentao,Anlise do Discurso
Resumo O objetivo deste trabalho é selecionar e analisar manchetes das notícias de crimes, quando veiculadas concomitante às investigações policiais, logo após o acontecimento de um crime, e que seja de grande repercussão na imprensa. Ao tratarmos de notícias de/do crime nos referimos, respectivamente, às notícias veiculadas online, nos Jornais: Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo, e às notícias relatadas nas investigações policiais, no gênero discursivo do inquérito policial, a respeito do Caso Eliza Samudio, corpus selecionado para este evento. A fundamentação teórica tem por base a Retórica e a Argumentação, configurando-se essas, na linha central de pesquisa do estudo, que nos serve também para estabelecer a metodologia da pesquisa. Os principais teóricos que dão base são: Aristóteles (1998 [s.d.]), Barilli (1985), Mosca (2004), Perelman e Olbrechts-Tyteca (2005 [1958]), Petri (2005), Meyer (2007), Plantin (2008), dentre outros. Além da Retórica e da Argumentação, para situarmos o tema da notícia do crime (notitia criminis), utilizaremos os teóricos: Magalhães Gomes Filho (1997), Petri (2005), Tourinho Filho (2008), Capez (2011), principalmente. Quanto ao discurso jornalístico serão tecidas considerações, de acordo com: Laje (1986; 2006), Mosca (2002, 2007), Dittrich (2003) e Albaladejo (2009). A partir desse referencial teórico, serão analisados os enunciados das manchetes e alguns excertos das notícias, para verificar em quais momentos são feitos os prejulgamentos pelo enunciador-jornalista e quais são as principais características deste discurso. Percebe-se que, ao tratar de notícias de crimes, a imprensa sente-se no direito-dever de investigar, apurar fatos, e que, na maioria das vezes expõe pessoas, sentenciando em caráter definitivo. Assim, como formadora de opinião pública, a imprensa levanta e apresenta provas, investiga suspeitos, transformando-os em acusados, ao enunciar em uma manchete, sobre um acontecimento relacionado a um fato delituoso, principalmente, afirmando que o suspeito cometeu determinado crime, mesmo sem uma investigação mais consolidada, no inquérito policial. Deste modo, são as afirmações enunciadas pelo jornalismo online que interessa para esta fase do estudo, com vistas a demonstrar que pode haver um discurso velado, ou até mesmo, um prejulgamento implícito por parte do discurso da mídia e que esses enunciados podem provocar certos efeitos de sentidos e até mesmo a persuasão no auditório universal.