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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: O QUE SE PODE E SE DEVE DIZER SOBRE A LEITURA: UMA ANÁLISE DISCURSIVA DE CAMPANHAS E DE PROTOCAMPANHAS AUDIOVISUAIS EM PROL DESSA PRÁTICA
Autor(es): Simone Garavello Varella. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave Anlise do Discurso,Representaes do leitor,Promoo da leitura
Resumo A leitura é um tema que mobiliza muitos e variados setores da sociedade, por um lado, em função do imaginário contemporâneo que compartilhamos sobre a leitura, e sua importância como prática potencialmente transformadora da realidade social, por outro, em função da(s) crise(s) anunciadas (e efetivas) por que passa seu ensino, seu exercício como hábito, sua efetiva capacidade de formar cidadãos críticos, entre outros. Entre os discursos sobre leitura, aquele que afirma sua capacidade redentora e aquele que propala seu estado de crise, não são recentes muito menos originários da cultura brasileira. Há portanto discursos mais perenes, mais frequentes, que constroem nosso imaginário, como afirma a pesquisadora Márcia Abreu (2001, p. 140), de que, em relação à leitura, e aos leitores brasileiros em particular, “permanece o discurso da falta – faltam-lhe as condições de gosto, instrução, meios, saudável direção de espírito -, acrescido aqui de uma forte idealização da leitura, atividade capaz de eliminar barreiras sociais, culturais e econômicas”. Diante da importância da leitura e de sua crise, vários setores da sociedade tomam para si a responsabilidade por sua promoção, fazendo-na de muitos modos. Prova disso é a significativa gama de campanhas de incentivo à leitura que circulam atualmente em diferentes mídias, impressas, audiovisuais e digitais. Com vistas a levantar algumas das representações que se fazem da leitura e do leitor brasileiro contemporâneo, analisaremos, no presente trabalho, o funcionamento discursivo de algumas campanhas pró leitura que circulam em meio eletrônico, sob a forma de vídeos de curta duração, disponíveis no site do YouTube, apoiando-nos teórica e metodologicamente na Análise do Discurso de linha francesa, e em alguns conceitos da História Cultural da Leitura, tal como concebidos por Roger Chartier. Nossa análise pautar-se-á, especificamente, em tentar compreender semelhanças e diferenças entre duas categorias de vídeos que promovem a leitura (campanhas e protocampanhas), no que tange à questão dos discursos sobre essa prática nelas veiculados, assim como às estratégias de escrita empregadas. Designamos por “campanhas” vídeos produzidos por instituições como bibliotecas, editoras, instituições de ensino, bancos, entre outros, e que compartilham opiniões e valores eufóricos e similares em relação à leitura e, por protocampanhas, aquelas quesão produzidas por indivíduos, e não especialistas, em função de uma demanda escolar ou por iniciativa espontânea. Com a análise comparativa entre campanhas e protocampanhas sobre a leitura, disponíveis no YouTube, objetivamos discutir quais as representações culturais dessa prática, e dos leitores brasileiros, manifestas nesses enunciados. (Apoio: CAPES)