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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: O TOPÔNIMO COMO MARCA NA PROPAGANDA TURÍSTICA
Autor(es): MARIA DA PENHA MARINOVIC DORO. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave TOPONMIA,PUBLICIDADE,TURISMO
Resumo Ao nos depararmos com as propagandas turísticas, principalmente a dos pacotes turísticos, podemos perceber que eles são vendidos através do nome do lugar, do destino da viagem, por isso neste trabalho procuramos mostrar qual o papel do topônimo na propaganda turística. Para isso retomamos os conceitos de DICK (1998) sobre o topônimo, utilizamos o método indutivo-dedutivo e os conceitos de PEREZ (2004) e KOTLER (2000) sobre a marca, os de LENCASTRE (2007) sobre a gestão da marca e os de PINHO (1996) sobre as funções da marca. Verificamos que os topônimos, além da sua função identificadora dos lugares, no discurso publicitário turístico, eles assumem a função de marca do produto. Assim sendo, a viagem, o pacote turístico são identificados por um topônimo. Ex. Fortaleza, Salvador, Ouro Preto, etc. Nestes exemplos, os topônimos já tinham uma história, que precedia ao turismo. Mas, aliados à propaganda turística, eles adquirem a função de “marca”. Além destes municípios, encontramos outros que já foram criados e nomeados intencionalmente para serem um lugar turístico (DORO, 2010). Tomaremos aqui como exemplo algumas estâncias hidrominerais que possuem em sua formação denominativa os termos “águas”ou “caldas”. Ex. Águas de São Pedro, Águas da Prata e Poços de Caldas. Estas cidades e suas respectivas denominações foram criadas a partir da descoberta de águas minerais com propriedades terapêuticas. Portanto, o topônimo pode representar a marca numa propaganda turística e nos casos das denominações de algumas estâncias hidrominerais ele já mostra no próprio nome, o “produto principal” encontrado na cidade: as águas. Hoje, como o turismo é um importante setor da economia, muitos municípios pretendem se tornar locais turísticos. Chegam até a criar uma secretaria de turismo. Mas, eles ainda não estão nos roteiros, nos pacotes e nos guias turísticos. Segundo BOYER (2003), “nenhum lugar é turístico em si”. Para um lugar se tornar turístico deve haver empenho de seus governantes, proprietários de terras, empresários, que investem em estruturas capazes de desenvolver essa atividade econômica, aproveitando-se, muitas vezes, das belezas naturais e do patrimônio histórico-cultural local. Além disso, podem promover eventos, seminários, shows, que atraem moradores de outras cidades. Ex. No município de Barretos-SP, criaram a Festa do Peão e hoje ele é chamado “Capital do Rodeio”.