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Programação do 61º seminário do GEL


61º SEMINáRIO DO GEL - 2013
Título: O QUE DIFERENTES ABORDAGENS DE MARCADORES DISCURSIVOS TÊM EM COMUM?
Autor(es): Eduardo Penhavel. In: SEMINÁRIO DO GEL, 61 , 2013, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2013. Acesso em: 21/10/2019
Palavra-chave Marcadores Discursivos,Partculas Discursivas,Coeso textual
Resumo Os chamados “Marcadores Discursivos” (MDs) tornaram-se, nas últimas décadas, objeto de investigação em diversos ramos dos estudos linguísticos. Atualmente, existe uma quantidade enorme de abordagens de MDs, as quais vêm produzindo definições e análises dos mais variados tipos. Trata-se de um cenário, por um lado, muito positivo, uma vez que representa o desenvolvimento dos estudos sob um amplo conjunto de diferentes pontos de vista. Por outro lado, a diversidade de conceituações também dificulta, em certo sentido, o trabalho com MDs, principalmente pela ausência de um número significativo de trabalhos voltados para analisar e sistematizar diferenças e similaridades entre as várias concepções existentes. Esse tipo de olhar organizador tem se tornado cada vez mais imprescindível, conforme vem sendo destacado por inúmeros pesquisadores que trabalham com MDs. A esse respeito, uma contribuição que nos parece relevante e esclarecedora é discutir o que diferentes abordagens de MDs teriam em comum, isto é, discutir se haveria, em abordagens diversas, traços comuns caracterizadores de MDs, e, assim, procurar identificar algo que pudesse ser considerado como uma noção essencial da classe dos MDs. Em trabalho anterior, com base em pressupostos da Linguística Textual, tendo em vista particularmente sua orientação sociocognitivista (KOCH, 2004), concluímos que diferentes abordagens compartilham a ideia de considerar como MDs elementos que facilitam o processamento do discurso. No presente trabalho, ancorados nesse mesmo referencial teórico, retomamos e especificamos tal conclusão, com o objetivo de mostrar que a noção de facilitar o processamento do discurso envolve dois aspectos principais: (i) a ideia de que os MDs explicitam significados implícitos no discurso; (ii) a posição de tratar MDs como elementos com algum tipo de estatuto subsidiário. Nesse sentido, selecionamos três abordagens particulares representativas do atual espectro de abordagens de MDs – a saber, Blakemore (1987, 2002), da área da Teoria da Relevância, Fischer (2000, 2006), da área da Análise da Conversação, e Risso, Silva & Urbano (2002, 2006), da área da Gramática Textual-Interativa – e procuramos demonstrar que, e como, o traço comum de facilitar o processamento do discurso (incluindo seus dois aspectos caracterizadores) está presente nessas três perspectivas.